Água como ativo compartilhado, não insumo exclusivo
E se a verdadeira restrição competitiva do Vale do São Francisco não fosse a disponibilidade de água, mas a ausência de um mecanismo de precificação ou cota hídrica compartilhada entre vitivinicultura, fruticultura de manga e demais usos irrigados — e se o APL de Vitivinicultura, junto à CODEVASF, assumisse a coordenação de um sistema de créditos hídricos negociáveis entre vinícolas e produtores de manga do polo Petrolina–Juazeiro? [Hipótese]
Indústria do vinho no Sertão pernambucano (Vale do São Francisco) · Expansão vitivinícola versus sustentabilidade hídrica e ambiental no semiárido
Por que importa
Decisão de investimento em expansão de área irrigada para vinhedos depende de saber se a água será tratada como recurso ilimitado subsidiado ou como ativo escasso com custo crescente; um mecanismo de cotas alteraria radicalmente o cálculo de viabilidade de novos vinhedos versus manutenção de manga.
Insight oculto
A vitivinicultura pode estar competindo silenciosamente com a manga pelo mesmo volume finito de água do São Francisco, e a ausência de um mercado interno de uso hídrico esconde um risco sistêmico que hoje é tratado como problema técnico de irrigação, não como problema de governança econômica entre setores.
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