Piloto de produtividade com trava de recolocação
Dentro dos próximos 90 dias, qual unidade de negócio de uma grande empresa brasileira com forte legado de TI deve liderar um piloto que meça o ganho líquido de produtividade (horas economizadas versus custo de retrabalho e integração) da automação de um processo cognitivo rotineiro específico, e qual indicador de produtividade por trabalhador — não apenas de redução de headcount — servirá como critério para decidir se o piloto é escalado, ajustado ou interrompido ao final do trimestre?
IA, trabalho e coragem organizacional: o que fica para as máquinas e o que permanece humano · Produtividade e crescimento versus desigualdade e exclusão
Why it matters
Sem um piloto delimitado com dono, prazo e métrica de produtividade líquida (e não só corte de custo), a empresa corre o risco de investir um ciclo orçamentário inteiro em automação que gera ganhos marginais absorvidos pela dívida técnica de integração, repetindo o padrão de 20%-40% do tempo de desenvolvimento consumido por sistemas legados.
Hidden insight
O verdadeiro teste de produtividade não é se a tarefa pode ser automatizada, mas se o ganho de eficiência sobrevive ao custo de manter dois sistemas — o legado e o novo — funcionando em paralelo durante a transição; medir isso exige um indicador de produtividade ajustado ao custo de coexistência, que raramente aparece nos business cases iniciais de IA.
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